A Caixa aberta, o choque na EDP e a TAP aterra.

Nas europeias, já há cabeças de lista. O do PSD, Paulo Rangel, dá uma entrevista rápida ao ECO Insider.

Boa tarde,

Comecemos pelo fim, uma notícia de última hora de consequências ainda imprevisíveis. Carlos Costa, governador do Banco de Portugal, deixará de participar em decisões do supervisor sobre a Caixa Geral de Depósitos (CGD), tudo por causa do relatório da EY à gestão do banco público entre 2000 e 2015. É que o governador foi administrador da CGD naquele período, exatamente entre 2004 e 2006.

O que diz o comunicado do Governador?

  1. Entre abril de 2004 e setembro de 2006, o Governador exerceu funções de administrador da CGD, tendo sido responsável pelas áreas de marketing e internacional da instituição. Durante todo o período em que exerceu funções de administrador na CGD, o Governador não teve responsabilidades nas áreas de crédito, risco, acompanhamento de clientes ou de controlo e auditoria interna.

  2. Tendo em conta que o seu mandato na CGD está incluí­do no perí­odo que foi objeto de análise na auditoria da EY à  CGD (2000-2015), o governador comunicou ao Conselho de Administração do Banco de Portugal a sua intenção de não participar nas decisões do Banco de Portugal decorrentes das conclusões desta auditoria, tendo o Conselho de Administração aceite este motivo de escusa;

  3. O Governador reitera que está totalmente disponí­vel, como sempre esteve, para prestar todos os esclarecimentos que a Assembleia da República entender necessários, designadamente sobre os termos da sua participação nos órgãos colegiais que aprovaram as operações que são objeto da auditoria da EY à  CGD.

  4. O Banco de Portugal está a considerar toda a informação contida na auditoria da EY à CGD e a­ retirar as consequências que se imponham.

Ora, a cada ponto, surgem novas questões, que ficam por esclarecer. Ficam aqui quatro:

  1. Temos um governador que está limitado na supervisão do maior banco do sistema. Porque é que demorou tanto tempo a tomar esta decisão, tendo em conta que tem o relatório da EY há meses na sua secretária?

  2. Qual foi a sua participação nas mudanças que, entretanto, a CGD tomou por causa deste relatório?

  3. Qual foi a sua participação nos conselhos que aprovaram os créditos que resultaram em perdas para a CGD, nomeadamente a Joe Berardo e Manuel Fino?

  4. E o BCE, quer saber o que se passou? É que o governador não pode, como é óbvio, avaliar a sua própria idoneidade. Em Portugal, há um processo de nomeação pelo Governo e avaliação do Parlamento. Depois de nomeado, Carlos Costa só pode sair por falha grave, por exemplo questões de natureza judicial, que tem sempre de passar pelo BCE.

Carlos Costa vai ter de ir ao Parlamento, isso já é evidente, só falta a data. E aí tem uma oportunidade para se explicar. Ou não…

Uma Caixa (que continua) aberta. O auditor muda de presidente e o diretor do Risco muda de continente

A CGD continua (e continuará) no centro da discussão política em Portugal. E nos últimos oito dias, Paulo Macedo falou três vezes sobre o relatório da EY à gestão do banco público entre 2000 e 2015. Primeiro, na semana passada, quando foi entregar o relatório ao Parlamento, depois na apresentação das contas (498 milhões de euros de lucros) e esta quinta-feira na comissão de Economia.

São horas e horas de explicações, por exemplo a contratação da VDA e da Linklaters para avaliar a eventual responsabilidade civil de administradores nos financiamentos concedidos e que resultaram em perdas para o banco. E terá de haver uma terceira sociedade. Para explicar o que é feito hoje, desde que entrou, para mostrar outra CGD, para construir uma barreira entre o período antes e depois de 2015.

E qual é a frase da semana (para registo futuro)?

A [terceira] Comissão Parlamentar de Inquérito à CGD causará dano, não tenho dúvida nenhuma.

Paulo Macedo, presidente da Caixa, às 20h42 de quinta-feira, na Comissão de Orçamento e Finanças

Ainda vai correr muita tinta, e danos reputacionais para o banco, que a concorrência agradece, diz Paulo Macedo. Mas já se ganhou muita coisa com estas últimas duas semanas. O quê? Transparência. E por falar em transparência, e escrutínio, há uma outra notícia importante.

A Deloitte vai ter um novo presidente já em maio. O histórico Luís Magalhães vai dar lugar a um nome que será, para alguns, uma surpresa: António Lagartixo. Já conhece? Lagartixo é partner na Deloitte Portugal & Angola, e faz já parte do seu comité executivo. Agora, é o responsável pela coordenação global da Business Unit que engloba todos os serviços prestados aos clientes das indústrias de ‘Products, Services, Utilities and Resources’.

António Lagartixo vai ter já um tema sensível para gerir: a Deloitte foi a auditora da Caixa Geral de Depósitos durante o período de 2000 a 2015. E agora, a CMVM está avaliar se a Deloitte fez o seu trabalho de acordo com as regras que estavam então em vigor (agora são diferentes, leia-se mais exigentes). Aliás, à data, nem era a CMVM que tinha a responsabilidade de supervisionar as auditoras. Mas não deixa de ser surpreendente. Não é uma questão de números, tudo indica que as perdas estão registadas nas contas, mas não há uma reserva, uma ênfase às contas. É que o que diz a EY neste relatório mostra outra coisa.

Mas não é só esta a mudança relevante.

Tanto se fala do Departamento Geral de Risco na CGD, mas quem é que lá está? E quem vai deixar de estar? O diretor do Departamento de Risco que, em alguns casos, não foi ouvido quando deveria e, noutros, até decidiram contra a sua avaliação (coisa que, diga-se, não é ilegal, como salienta Paulo Macedo). José Rui Gomes. Já ouviu falar? Foi um dos responsáveis ouvidos pela EY no âmbito da auditoria independente aos atos de gestão da CGD entre 2000 e 2015.

Está na CGD há 19 anos. Mas está de saída do país, e para outro continente, mas no universo CGD. Entrou pela mão de Vasco d'Orey (quando António de Sousa era presidente da CGD), o gestor que criou a Direção de Risco em 2000 (antes, simplesmente não havia) e a liderou até 2010. Esta direção incluía áreas como Risco de Crédito, Gestão de Risco, Modelo e Risco da Taxa de Juro.

Já era o número dois do Risco, e assume a liderança do Departamento precisamente depois de Vasco D’Orey, em 2010. Recentemente, com Paulo Macedo, a CGD passa a ter duas áreas macro de Risco: A própria Direção de Gestão de Risco (pelouro tutelado pelo administrador João Tudela Martins) e Direção de Riscos de Crédito (pelouro do administrador Carlos Albuquerque).

E agora? José Rui Gomes vai para o BNU em Macau, liderado por Carlos Álvares. O processo está em avaliação pelas autoridades monetárias em Macau, e vai para a área de crédito, com reporte direto à comissão executiva.

Um choque elétrico na EDP. Elliott quer mais renováveis e menos dívida

As águas paradas na EDP estão à beira do fim. Depois de um início de Oferta Pública de Aquisição (OPA) dos chineses da China Three Gorges (CTG) frenético - lembram-se que António Costa, o primeiro-ministro, apoiou a oferta ainda ela não tinha sido comunicada ao mercado? -, o tempo arrastou-se, à moda dos chineses. E a estagnação é tal que o mercado ajustou o preço da ação ao valor da oferta, que é de 3,26 euros por ação. Nem para a frente, nem para trás, embora as possibilidade de sucesso da oferta, hoje, estejam mais do que limitadas, talvez a 0,1%. Porquê? Por causa da REN. Sim, leu bem. Há uma outra empresa pública chinesa, a State Grid, que controla a REN, e isso põe em causa regras de separação entre quem produz energia e que tem as redes para a distribuir. E houve um parecer da ERSE sobre outra operação em Portugal, com outros chineses, a Datang, e a Generg, que diz isso mesmo.

Eis que, de repente, o calendário acelera e, entre a última semana e as duas próximas (quase) tudo vai ser decidido:

  1. Como o ECO revelou aqui, a CTG vai fazer o ‘filling’ da operação em Bruxelas muito em breve. A OPA tem de nascer oficialmente antes de morrer.

  2. O Conselho Geral e de Supervisão (CGD) reuniu na semana passada, dia 31, com vários temas na agenda, dos quais ressaltaram uma versão preliminar do novo plano estratégico atualizado.

  3. A nomeação de um novo presidente da assembleia geral. Sim, a EDP está sem presidente há meses, depois da saída de António Vitorino, e os acionistas ainda não se entenderem sobre a escolha de um nome. Simplesmente porque, com uma oferta em curso, é preciso saber qual é o entendimento do novo presidente sobre a blindagem de estatutos e como é que os chineses podem votar. Com 25%, o teto fixado nos estatutos, ou com a totalidade dos votos detidos por acionistas chineses públicos, que chegam, quase aos 29%? A resposta não é indiferente.

  4. O fundo Elliott entrou no capital da EDP no último trimestre de 2018 com pés de lã, ao contrário do que se antecipava. A fama do seu fundador, Paul Singer, vem de longe, e criou expectativas. Assustou, até. Demoraram alguns meses, mas esta semana passaram à segunda fase da intervenção. Nas primeiras semanas, fizeram saber o que pensavam junto dos maiores acionistas e da gestão, agora passaram aos contactos com jornalistas e public relations. E nas próximas duas semanas vão apresentar um plano de negócios que prevê mais investimento em renováveis e desinvestimento nas outras áreas, também em Portugal, nomeadamente em ativos de gás e carvão, para diminuir dívida.

  5. António Mexia reuniu na quarta-feira na sede da EDP com cerca de 400 quadros superiores para passar em revista o ano que passou, e o que aí vem. Deu umas notas sobre a revisão do plano, que tem de carregar nas áreas de maior crescimento, sim, as renováveis e nos EUA, sem pôr em causa o que quer o maior acionista, precisamente aquele que está a lançar a OPA. É uma quadratura do círculo. Ou uma Circulatura do Quadrado...

  6. No dia 13 de março, em Londres, António Mexia vai apresentar o plano para os quatro anos seguintes. Mas também os resultados de 2018, pela primeira apresentados fora de Lisboa. Porquê? Já se sabe, a EDP perdeu dinheiro na operação em Portugal na sequência da imposição de uma redução dos CMEC de 286 milhões de euros (processo que a EDP vai impugnar). E os lucros globais vão vai para um valor da ordem dos 600 milhões de euros.

Uffa… De uma maneira ou de outra, vai haver um choque elétrico nesta OPA. O fundo Elliott já está a fazer o seu papel, quer fazer dinheiro e puxar pelo valor da ação para um intervalo entre os quatro e os cinco euros (e Mexia não desdenhará, até porque lhe poupa o trabalho de confronto). O Governo já não pode fazer nada (as promessas que fez aos chineses vão ficar na gaveta), nem sequer proteger a empresa e a sua integridade quando anda a dizer que quer tomar participações em outras empresas.

Para a semana, voltaremos à EDP. E se, entretanto, houver novidades, vai poder lê-las no ECO.

TAP tem mais aviões, tem mais pilotos, tem mais passageiros…e também tem prejuízos

Antonoaldo Neves chegou, viu, mas (ainda) não venceu. Já lá vamos: No dia 4, segunda-feira, no restaurante do Hotel Tivoli, um encontro de alto nível. David Neeleman e Humberto Pedrosa, mas não estavam sozinhos, estavam acompanhados dos respetivos advogados, Diogo Perestrelo, da PLMJ, e Maria Castelos, da Campos Ferreira, Sá Carneiro & Associados. Uma curiosidade: Castelos substituiu… Pedro Siza Vieira, quando este foi para ministro-adjunto de António Costa. Este encontro, com advogados, não foi de confraternização, tinha agenda de trabalho, e ocorreu, por coincidência dois dias antes da celebração de três anos com a nova configuração acionista da TAP, quando o Estado e os privados da Atlantic Gateway assinaram o memorando de entendimento que permitiu ao Estado passar a ser o maior acionista, com 50% da companhia, com a reversão do modelo de privatização feito (à pressa) no governo de Passos Coelho e com a assinatura de Sérgio Monteiro.

Antonoaldo Neves é presidente executivo da TAP desde o dia 31 de janeiro de 2018, dia da assembleia geral da companhia, substituindo o histórico Fernando Pinto. Prometeu muito, cumpriu quase tudo, ainda não nos resultados. (Calma, já la vamos). A TAP mudou, e muito. Nos últimos três anos, com mais capital, com a ousadia (risco) de Neeleman e Pedrosa, tem hoje mais aviões (93 no total e vão chegar mais este ano), tem mais pilotos (e vêm mais mil em 2019), mais e novas rotas e muitos mais passageiros. Mas também tem mais dívida, para financiar a operação de compra de aviões. O Jornal de Negócios (bom trabalho) fez uma radiografia do que se passou de 2016 a 2019, portanto, incluindo o primeiro ano de gestão do novo CEO. Mas faltaram os resultados.

Quais foram os resultados em 2018? Voltaram ao vermelho, e vivo. É um balde de água fria, depois das expectativas geradas, e dos lucros de 2017 (21,2 milhões de euros). As contas não estão fechadas, serão provavelmente até 15 de março, quando a Parpública (a sociedade do Estado que tem a participação na TAP) fechar as suas próprias contas consolidadas. As diversas fontes contactadas pelo ECO Insider apontam para um prejuízo de dezenas de milhões de euros. Veremos, mas há explicações:

  • Os atrasos, a exigir o pagamento de compensações

  • O preço do petróleo

  • A contratação de pessoal

  • A relação difícil com a ANA

As relações entre o acionista Estado e David Neelman (também) são de tensão permanente. Já perceberam porque é que os almoços dos acionistas também ‘metem’ advogados? As aparências iludem, o boxe é diário, e estes resultados e a necessidade premente de capital vão aumentar a pressão. Miguel Frasquilho, o chairman nomeado pelo Governo, tentou há dias baixar as expectativas - falou mesmo num “intervalo” de trajetória -, mas terão sido mal recebidas pela gestão executiva. E, nos corredores da companhia, sabe-se que a Atlantic Gateway queria avançar para a operação de venda de ações no mercado, coisa impensável para o Governo em ano eleitoral. Mas as necessidades financeiras, essas, não desaparecem por causa das eleições. E a TAP precisará, este ano, de cerca de 300 milhões de euros. Pelo menos. Os privados, estes, vão levantar voo (leia-se saírem do capital mais cedo do que tarde)?

E na política? Entramos em pré-campanha para as Europeias

E vêm aí as eleições europeias, marcadas para maio. Paulo Rangel vai ser o candidato do PSD, desta vez sem coligações. Há quatro anos, foi o cabeça de lista do PSD/CDS, quatro anos antes tinha sido cabeça de lista do PSD. E no dia seguinte à sua indicação por Rui Rio, responde (por email, pois claro) a três perguntas diretas do ECO Insider.

ECO Insider: Os movimentos populistas estão a crescer na Europa. Vão ser um ‘Cavalo de Tróia’ da União Europeia e, nesse quadro, qual deve ser a prioridade política das instituições europeias, como a Comissão e o Parlamento?

Paulo Rangel: Não há dúvida de que os movimentos populistas estão a crescer na Europa, mas, apesar de serem normalmente amalgamados num só bloco, têm visões muito diferentes. Le Pen ou Salvini são claramente contra a União Europeia (quase que replicando o Brexit). Mas os partidos  que estão no Governo na Polónia, na Roménia, na Eslováquia, na República Checa ou na Hungria, de tendência populista, são provenientes de todas as famí­lias polí­ticas (conservadores, socialistas, liberais, PPE). Todos eles excluem liminarmente qualquer saí­da ou dissolução da União.

O mesmo se diga da direita radical de austrí­acos, finlandeses, dinamarqueses ou até de grande parte da AfD alemÃ. Há também o populismo de esquerda, seja na versão Cinco Estrelas (pouco enquadrável), seja na versão Podemos ou Melenchon. Também aqui há imensas matizes. Não pode esquecer-se que todos eles são muito nacionalistas e isso faz com que o interesse de uns choque fortemente com o interesse dos outros. Este retrato de complexidade serve para mostrar que, mesmo com algum sucesso nas eleições europeias, dificilmente haverá um bloco homogéneo de sinal abertamente anti-europeu, que reúna todos ou quase todos os movimentos populistas.

Claro que esta complexidade mostra bem que a “governabilidade” da União vai ser muito mais difícil, seja para erigir a Comissão, seja para aprovar pacotes legislativos. Comissão e Parlamento só têm um caminho: a pedagogia sistemática sobre as enormes vantagens que as políticas da União trazem aos cidadãos e que estes, hoje em dia, dão por adquiridas. Nesse processo pedagógico, o desenlace do Brexit, que antecederá¡ as eleições europeias, pode ter um papel de enorme relevo. Nunca esquecer que, logo depois do referendo britânico, o cenário de saída em paí­ses que estavam especialmente “eurocépticos” (Holanda, Dinamarca) perdeu grande parte do apoio (e não voltou a ganhá-lo.

O que vai dizer a Pedro Marques no primeiro debate em que o encontrar?

Antes do mais, não há qualquer informação de que seja Pedro Marques o cabeça de lista do PS. Esta falta de esclarecimento, corroborado ontem pelo silêncio tático de António Costa, é preocupante, dado que adensa a suspeição de que terá havido o aproveitamento de um cargo ministerial para engendrar, lançar e promover um candidato. Isto, no período inicial do ano em que se assistiu a uma enorme operação de propaganda ligada aos grandes investimentos.

Mas, seja quem for o candidato, começarei sempre por o questionar sobre a negociação das perspetivas financeiras para 2021-2027. O Governo dá sinais de se contentar com a proposta da Comissão Europeia em que Portugal perde em toda a linha (7%), enquanto países bem mais ricos vêm aumentar as suas dotações (Espanha e Finlândia, 5%; Itália, 6%). Esta é uma proposta inaceitável, que contraria o acordo de regime celebrado entre o PSD e o PS. Mais: não é apenas contrária ao interesse nacional, é contrária ao objetivo de convergência (que o digam países como a Croácia, a Lituânia ou a Polónia, que perdem mais do que Portugal). Que vai fazer o PS e o Governo?

Nas últimas eleições europeias, o PS venceu “por poucochinho” e o líder socialista de então [António José Seguro] perdeu a liderança. Para Rui Rio e a atual liderança do PSD, perder “por poucochinho” pode ser uma vitória?

O objetivo do PSD é sempre ganhar. É melhor que os menos otimistas comecem a contar com isso. (Fim)

E no PS, o que vai acontecer?

A candidatura do ministro Pedro Marques é o segredo mais mal guardado da política portuguesa e será revelado na convenção do PS no dia 16 de fevereiro. Está a constituir equipa e até já terá assessor de Imprensa. Só falta saber como será a estrutura do Governo nos seis meses que faltarão até às legislativas. Pedro Nuno Santos vai ser premiado pela capacidade de gestão da Geringonça. E quem fica com as infraestruturas e os fundos comunitários? Do que se sabe, o primeiro-ministro António Costa quer evitar alterações orgânicas na estrutura do Governo. Mas talvez haja mudanças nos secretários de Estado, não nos nomes, mas nas tutelas políticas.

E por falar nas Europeias, o que se passa com o Brexit? A secção FT View, do Financial Times, antecipa o que espera os empresários e gestores ingleses nesta incerteza total. Precisa de ler aqui (acesso pago).

Many businesses will agree with Mr Tusk that some Brexiters deserve hell for their lack of serious preparations. The continued uncertainty about the UK’s future relations with its most important trading partner is having damaging practical consequences. With less than 50 days until Brexit is set to take place, businesses have little or no clarity about what to plan for in the coming weeks and months. The increasing prospect of the hardest of all Brexits, leaving without a deal, has further heightened their fears”.

E quer saber o que se vai passar na próxima semana?

  • Na segunda-feira, dia 11, a Galp Energia, liderada por Carlos Gomes da Silva, vai divulgar os resultados do 4º trimestre de 2018 e o 'outlook' de curto prazo.

  • No dia 12, terça-feira, será a Navigator, liderada por Diogo da Silveira, a divulgar os seus resultados do 4º trimestre (e ano de 2018, claro).

  • Neste dia 12, a FFMS dá início formal às celebrações do décimo aniversário. E não poderia ser mais atual o tema da conferência, que decorrerá a partir das 14h00 na Aula Magna da Universidade de Lisboa. A Mulher, hoje.

  • Na quarta-feira, dia 13, saem do INE os dados das Empresas em Portugal (definitivos) relativos a 2017. E também o Índice de Custo do Trabalho.

  • E no dia seguinte, quinta-feira, 14 de fevereiro, o INE revela as contas nacionais trimestrais (Estimativa rápida) do quarto trimestre de 2018. Afinal, como fechou a economia portuguesa no ano passado?

  • Na sexta-feira, dia 15, a Função Pública vai parar em greve, promovida pelos principais sindicatos, Sintap, Fesap, FNE e Fenprof. No final do dia, fazem-se as contas.

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Boa semana,

António Costa

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